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HISTÓRIA

O CEMINA, como tantas outras organizações de mulheres que surgiram na década de 80, apostou que havia chegado o momento das mulheres ocuparem com voz e vez seu lugar na sociedade, questionando valores, balançando estruturas, traçando um novo caminho.

O programa de rádio “Fala Mulher”, lançado em 8 de março de 1988, deu início à trajetória do CEMINA.  Durante dez anos o programa  foi transmitido diariamente e ao vivo.  Promoveu iniciativas culturais, políticas, sociais de mulheres. Respondeu a perguntas, anseios. Introduziu conversas ousadas e ouviu histórias, muitas histórias de mulheres, de homens, de dor e de alegria.  Por tudo isso o “Fala Mulher” fez escola.  Nossa maneira de fazer-rádio foi disseminada em programas, campanhas, rádio-novelas transmitidos por emissoras em todo o território nacional.  Capacitamos também centenas de mulheres na arte de fazer rádio sem necessariamente ter experiência prévia nesse tipo de comunicação. Em sintonia fina fomos aprendendo umas com as outras, em rede, na Rede de Mulheres do Rádio, que se tornou a partir de 1995, data de sua criação, referência nacional pelo uso inovador de um veículo de comunicação acessível a todas as classes sociais e em todo o território nacional.

A associação do rádio-telecentro tornou-se conhecida no mundo da inclusão digital como contribuição da iniciativa do CEMINA, e vem se consolidando como um modelo que associa o poder de comunicação do rádio – uma tecnologia de fácil acesso e já muito difundida nas regiões mais remotas e de baixo IDH do Brasil - com a Internet, que facilita o acesso à comunicação e a troca de informações com o mundo.  As cyberelas, comunicadoras populares de rádio, aprenderam novas habilidades e são as agentes desses novos empreendimentos.

Após duas décadas de inovação em prol da cidadania feminina, o CEMINA considera que a missão foi cumprida.  Introduzimos uma tecnologia social  que usa ferramentas com alto poder de educação e mobilização social,  baixo custo e fácil utilização tais como o rádio e a internet,  capacitamos centenas de agentes desse método e o mais importante,  criamos um movimento de pessoas, em nosso caso específico de mulheres, que acredita em seu poder de mobilizar e transformar as realidades em que estão inseridas. 

Muitas pessoas, e mesmo instituições, acreditaram em nossa visão ainda quando ela não tinha gerado os resultados hoje facilmente reconhecíveis.  Sem esse apoio as aventuras positivas, as lições aprendidas que compartilhamos não teriam existido.   Que a nossa ação possa inspirar a confiança nesses ideais, de forma que iniciativas em prol da transformação social se propaguem e cresçam mais e mais.

Veja também!

» Relatório de Atividades de nossa trajetória de 20 anos - Este relatório explica as etapas  de nossa trajetória de uso do rádio para promover a cidadania das mulheres.  Começamos pelo  Programa de Rádio Fala Mulher, ao qual seguiram-se os cursos de capacitação em rádio para comunicadoras populares, o Núcleo de Produções Fala Mulher(es) que criou campanhas e programas especiais em todo o Brasil; a formação da Rede de Mulheres no Rádio e por fim, Projeto Cyberela de Inclusão Social de Comunicadoras Populares.

» A história do CEMINA , nossas conquista e prêmios

» Clipping das matérias divulgadas na imprensa escrita

» Vídeo do Projeto Cyberelas - Apresentação do projeto que promoveu a inclusão de comunicadoras populares de lugares remotos do Brasil. Seus depoimentos revelam os benefícios do projeto.

 
 
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